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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Caubóis de helicóptero desafiam a morte na Austrália

No passado, o transporte do gado no enorme rancho de Bem Tapp, no norte da Austrália, levava um mês. Hoje, ele consegue levar 2.000 vacas por 50 quilômetros em apenas cinco dias, com a ajuda de pequenos helicópteros voando baixo.
Tapp pilota seu helicóptero vermelho R22 em volta do gado da mesma maneira que um caubói maneja seu cavalo, "tocando" as vacas na direção desejada.
A atividade de caubói de helicóptero é arriscada. As aeronaves voam baixo, em meio aos animais e à vegetação, e qualquer erro pode ser fatal. A cada ano, cerca de dez caubóis de helicóptero morrem na Austrália.

BBC Human Planet

Caubóis australianos usam helicópteros para tocar boiada, arriscando a vida no norte do país

Caubóis australianos usam helicópteros para tocar boiada, arriscando a vida no norte do país

O trabalho dos caubóis de helicóptero foi filmado para o episódio sobre pradarias da série da BBC Human Planet, que foi ao ar na última semana no Reino Unido. O penúltimo episódio da série, sobre rios, vai ao ar nesta quinta-feira.
'ZONA DOS HOMENS MORTOS'
Tapp possui dois ranchos no norte do país. Um deles, Maryfield Station, tem 1,5 mil quilômetros quadrados e abriga cerca de 20 mil cabeças de gado.
Seus animais se espalham pela fazenda enquanto são engordados para a venda aos lucrativos mercados de exportação de carnes à Ásia.
Tapp e um companheiro em outro helicóptero trabalham em conjunto, movimentando-se e mergulhando perto do gado para transportá-los ao local de abate.
Eles ficam continuamente no que os pilotos chamam de "zona dos homens mortos" --voando baixa altitude e em velocidade baixa.
"Geralmente, se você está voando a 500 pés [153 metros de altura], tem uma boa chance de conseguir sair de qualquer dificuldade e pousar com autorrotação [manobra usada em caso de falha nos motores]. Se você tem uma velocidade de 70 nós [cerca de 130 quilômetros por hora], também tem uma boa chance", explica Tapp.
"Mas nós voamos abaixo de 300 pés [91 metros] e podemos reduzir a velocidade para até 30 nós [55 quilômetros por hora]. Se o motor falhar, você não tem tempo para reagir. Você simplesmente cai no chão", diz.
Mas chegar perto do animais é parte do trabalho de um caubói, seja montado num cavalo, num quadriciclo ou num helicóptero.
"As vacas vão na direção oposta à qual você está. Para guiá-las, você tem que baixar bastante às vezes, e elas ficam no meio das árvores", diz Tapp. "Voar no meio das árvores aumenta o perigo", afirma.
SEGURO DE VIDA
O uso de helicópteros pequenos e manobráveis para pastorear o gado é agora comum nos amplos ranchos da Austrália, que têm um total de 30 milhões de cabeças de gado.
Um dos vaqueiros de helicóptero mortos no ano passado no país foi um dos empregados de Tapp. Para ele, desafiar a morte ou ferimentos faz parte dos riscos inerentes ao trabalho, e os custos de seguro provam isso.
"Este é o maior valor que você pode pagar por seguro pessoal no mundo. Tenho um seguro de 2,5 milhões de dólares australianos [cerca de R$ 4,2 milhões], que me custa 42 mil por ano [cerca de R$ 70 mil]", afirma.
No trecho final do percurso, os helicópteros ganham a ajuda de outros vaqueiros em terra, equipados com quadriciclos, orientados por rádio por Tapp.
Tapp vem fazendo o pastoreio de gado com helicóptero há 22 anos e conhece seu equipamento, seu gado e o terreno como a palma da mão.
Para se tornar um caubói de helicóptero, os pilotos precisam de 150 horas de voo em baixa altitude além das 110 horas para uma licença comum.
"Mas você não fica realmente bom até que tenha voado umas 1,5 mil horas. Você tem que ter o conhecimento do gado, para antecipar para onde eles podem se dirigir e criar problemas para você, para saber que tipo de movimento vai ser capaz de empurrá-los", afirma.
Mas esse não é um trabalho para os medrosos, afirma Tapp.
"A maioria dos pilotos são um pouco pretensiosos, mas você precisa ter muita confiança em você mesmo. E também tem o trabalho do pastoreio. É uma arte, a pilotagem e o pastoreio combinados", observa.

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br

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