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sábado, 17 de março de 2012

Carreira nas alturas: seja um piloto de aeronaves


O aumento da oferta (13,8% entre janeiro e setembro de 2011) e da demanda por voos domésticos (18,52%) explica porque a formação de pilotos de aeronaves no Brasil passa por um momento muito promissor no País. A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) registra cerca de 60 mil pilotos em diferentes habilitações, além de mais de 160 aeroclubes distribuídos por todo o País, centenas de escolas de aviação e dezenas de empresas aéreas.

Segundo a Organização Internacional de Aviação Civil (Icao) no Brasil, a demanda é tanta que companhias estão contratando pilotos recém-formados e ex-integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB).

Em Maringá, além da Escola de Aviação Civil (Aeroclube), o Centro Universitário de Maringá (Cesumar) e uma outra instituição privada disponibilizam o curso para formação de pilotos.

O instrutor de pilotagem Kleber Ribeiro da Silva explica que para se tornar um profissional da aviação é preciso, além de frequentar o curso teórico, muitas horas de voo na bagagem. Não é um processo fácil, o candidato precisa ter muita dedicação, disciplina e, claro, sentir prazer.

João Paulo Santos

Carreira nas alturas: seja um piloto de aeronaves - João Paulo Santos

O aluno Bruno Santana (de óculos) recebe instruções de Kleber da Silva sobre a mecânica do avião

"As pessoas tem a ideia errada do que é ser piloto e enxergam apenas os lados positivos e glamourosos da carreira, por isso muitos desistem na metade do caminho".

Ribeiro diz que o candidato a piloto de aeronave tem de ter no mínimo 17 anos e o primeiro grau completo. "A primeira etapa é a realização do curso para piloto privado. Nesta fase são três meses de aulas teóricas e 35 horas de voo. E se desejar, em seguida, ele pode fazer o curso de piloto comercial, em que são necessários mais três meses de aulas e 150 horas de voo. Depois de concluído, o piloto pode ingressar no mercado de trabalho".

De acordo com os dados da Anac, em 2010, foi registrado um crescimento de 100% no número de habilitações para pilotos privados e de 75% nas habilitações de piloto comercial, em comparação a 2009. Com relação aos valores, o instrutor diz que as aulas teóricas para piloto privado custam em média R$ 1.800 e para comercial, R$ 2 mil.

"As horas de voo podem variar entre R$ 275 e R$ 350, cada, dependendo do modelo do avião". As aulas teóricas podem ser realizadas de segunda a sexta-feira, das 19 às 22h30, período em é ministradas as disciplinas de regulamentos de tráfego aéreo, meteorologia, navegação, teoria de voo e conhecimentos técnicos, além de motor e estrutura da aeronave.

O aluno Bruno Santana (de óculos) recebe instruções de Kleber da Silva sobre a mecânica do avião

A participação das companhias de menor porte no mercado doméstico também aumentou em janeiro de 2012, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. E, pela quantidade de licenças concedidas só no primeiro semestre de 2011, este ano deve superar o anterior.

Hoje, são mais de 3.097 pilotos comerciais aptos para comandar as 1.518 aeronaves registrados no País – média de dois pilotos por unidade. O número é pequeno se considerado que empresas aéreas empregam até 14 pilotos por aeronave.

Para o ex-aluno e futuro piloto Bruno Ricardo Lopes Santana, de 22 anos, além de boas oportunidades no mercado de trabalho, o gosto pela aviação corre nas veias. "Desde pequeno tenho o sonho de ser piloto de aeronaves e na minha família tenho dois tios que são minhas inspiração".

Conforme a Organização Internacional de Aviação Civil (Icao), até 2030 serão necessários mais de 517 mil novos pilotos no mundo.

Rapidez nos processos

Desde o ano passado, a Anac adotou ferramentas para facilitar os processos de emissão de licenças, expedição de habilitações, controle de horas voadas pelos pilotos, revalidação de licenças de aeronaves, dentre outros procedimentos.

A sistematização digital proporciona o aumento da segurança do usuário, da velocidade e da transparência dos processos.

Candidatos a piloto ou interessados em trabalhar na aviação civil devem obter o Código Anac pelo site www.anac.gov.br. A partir daí, o envio de todos os documentos pode ser feito eletronicamente, por meio da internet, meio pelo qual também é possível acompanhar o andamento do processo.

Todo piloto, comissário, mecânico de voo e de manutenção aeronáutica necessita obter Licenças e Certificados de Habilitação Técnica específicos, para poder atuar na respectiva atividade, no âmbito da aviação civil. Para isso, são elaboradas provas que avaliam o conhecimento dos profissionais, com o objetivo de certificá-los para o mercado.

ÁREAS EM EXPANSÃO

• Comissário de bordo - é o profissional que atua a bordo da aeronave, zelando pela segurança e conforto dos passageiros. A categoria está incluída no grupo designado como 'pessoa da cabine' ou até mesmo 'tripulação'.

• Despachante operacional de voo - é o responsável pelo planejamento e acompanhamento dos voos (controle operacional) em empresas aéreas.

• Mecânico de manutenção - é o profissional capacitado para a manutenção de aviões, helicópteros, planadores ou outras aeronaves, podendo executar ou supervisionar tarefas como reparos, modificações, recondicionamento e manutenção preventiva.

• Mecânico de voo - auxilia o comandante a bordo da aeronave na cabine de pilotagem, encarregado da operação e controle de diversos sistemas conforme descritos nos manuais técnicos.

Fonte: http://londrina.odiario.com


EUA mantêm compra de helicópteros de empresa russa que vende armas para a Síria


Senadores pressionaram por suspensão dos contratos; Casa Branca diz que seria risco para tropas no Afeganistão

Helicopteros usados pelos EUA no Afeganistão são herança soviética vendida por estatal russa que também arma o regime sírio

Senadores republicanos e democratas dos Estados Unidos exigiram nesta semana que o contrato de venda de helicópteros entre a empresa estatal russa Rosoboronexport e o governo americano, no valor de 375 milhões de dólares, seja cancelado caso a Rússia siga vendendo armas para o regime do presidente sírio Bashar al Assad. Em uma carta enviada ao chefe do Pentágono, Leon Panetta, 17 senadores criticaram o fato de o Exército americano ser um dos clientes da empresa russa para a exportação e importação de produtos ligados à defesa.

“Os Estados Unidos têm muitos lugares alternativos onde é possível comprar helicópteros. Temos que premiar a Rússia pela sua ação na Síria comprando os Mi-17s deles?”, indagou o senador John Comyn numa sessão do Senado. “Os contribuintes não devem ser obrigados a subvencionar indiretamente o assassinato em massa de civis sírios”, disse Comyn.

Na Rússia, a reação à declaração americana foi imediata. Membros da Duma (câmara baixa do Parlamento russo) disseram estar perplexos com a intenção dos congressistas norteamericanos. “Muitos senadores (americanos) têm feito declarações minimamente estranhas. Essa deve ser mais uma destas declarações”, explicou Irina Yarovaya, chefe do Comitê de Segurança e Anti-Corrupção da Duma, tentando não dar muita relevância ao tema.

Os helicópteros Mi-8 e Mi-17 foram utilizados pelas tropas soviéticas durante a guerra travada contra o Afeganistão, de 1979 a 1989. Muitos dos helicópteros foram deixados no país após a retirada das tropas soviéticas e posteriormente usados pelas forças talibãs.

Dois pesos e duas medidas

Para o analista de defesa Ivan Eland, a postura dos Estados Unidos sobre as relações entre Rússia e Síria evidencia como a Casa Branca continua a adotar políticas diferentes a respeito do mesmo tema. “Por exemplo, eles (EUA) não venderam armas para o Bahrein, mas venderam para a Arábia Saudita. E todos sabem que há contrabando de armas entre os dois países. Os Estados Unidos utilizam intermediários para fazer o trabalho sujo”, explicou Eland. “É verdade que em muitos casos os governos abusam e, ao invés de proteger, atacam os seus próprios cidadãos, mas o sistema de soberania dos Estados deve prevalecer”.

“Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos têm preferido regimes aliados a regimes democráticos. A indústria de armas americana movimenta bilhões de dólares todos os anos, mas estas armas podem se voltar contra o vendedor, como aconteceu com o Afeganistão, o Irã e pode se repetir no Egito. O Egito era o segundo país receptor de ‘ajuda militar’ americana, depois de Israel, mas ninguém fala sobre isso”, completa Eland.

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, afirmou que cancelar o contrato com a empresa russa Rosoboronexport “colocaria em risco o programa dos Estados Unidos para manter a segurança no Afeganistão”.

Interesses da Rússia na Síria

O governo russo já afirmou que não tem intenção de romper a cooperação militar com a Síria, apesar das críticas feitas pelos Estados Unidos e pela União Europeia. “A Rússia goza de uma boa e forte cooperação militar com a Síria e nós não vemos nenhuma razão para repensar a legitimidade desta relação”, disse o ministro de Defesa russo Anatoly Antonov.

No mês passado, a Rússia bloqueou o rascunho de resolução apresentado no Conselho de Segurança das Nações Unidas que sugeria a aplicação de sanções à Síria, caso Bashar al-Assad não aceitasse sair do poder e iniciar uma transição política. A Rússia é aliada da Síria desde os tempos da União Soviética, quando o país do Oriente Médio ainda era governado por Hafez Assad, pai do atual presidente Bashar Al-Assad. Além da histórica aliança, a Rússia controla uma base naval na cidade de Tartus, na Síria. É a única base russa em um país que não é uma ex-república soviética e também o único acesso da Rússia ao Mar Mediterrâneo. Tida por analistas como o último aliado russo no Oriente Médio, a Síria não deve perder o apoio do Kremlin.

“A única coisa que nos preocupa hoje é a segurança dos nossos cidadãos”, explicou Antonov a jornalistas numa referência aos militares russos que estão treinando o Exército sírio com as armas vendidas pela Rússia. “É parte das nossas obrigações contratuais e devemos cumprir”. E completou: “O fornecimento de armas à Síria não vai de encontro a nenhuma lei internacional e a cooperação continuará”.

Fonte: http://operamundi.uol.com.br



terça-feira, 6 de março de 2012

Semana da Mulher - Mulheres conquistam espaço no mercado de Helicópteros.

Um voo turístico de helicóptero pelo Morro da Urca, no Rio, com o filho mais velho mudou a vida de Irene Tobler de Oliveira, que era dona de casa, mãe de dois filhos e com muita vontade de voltar a estudar para aprender uma profissão. Há 14 anos, a moradora de São Gonçalo teve o primeiro contato com a aviação e, depois disso, resolveu que essa área seria o seu futuro. O caminho para a autonomia profissional foi cercado por problemas, mas nenhum deles fez com que ela desistisse do seu sonho, alimentado desde a infância quando ajudava o pai mecânico a mexer em motores. O esforço valeu a pena. Hoje, Irene é piloto de helicóptero e trabalha em voos para plataformas da Petrobras.
Um ano depois do voo de helicóptero, Irene conseguiu o contato do Aeroclube de Jacarepaguá. Assim, ela foi informada dos passos que deveria seguir: fazer o teste do Centro de Medicina Aeroespacial (Cemal) e depois procurar o curso da Escola de Aperfeiçoamento e Preparação da Aeronáutica Civil (Eapac). “Tive muita dificuldade no começo, pois estava sem estudar há 15 anos. Tinha que acordar 3h todo dia para revisar a matéria e ir preparada para a aula. Algumas das matérias, eu nunca tinha visto na vida. É um curso muito difícil e poucas pessoas conseguem se formar”, lembrou Irene, que precisou enfrentar preconceitos. “Sem dúvidas é uma área que possui mais homens. No curso, eu era a única mulher numa turma de mais de 20 pessoas. Mas mostrei que estava ali para estudar e fui conquistando o respeito de todos”.
Apesar do sucesso na primeira etapa, a especialização só foi concretizada nove anos mais tarde. Irene enfrentou problemas com a separação conjugal e teve que diminuir o ritmo dos estudos. “Meu ritmo de vida mudou completamente. Tive que trabalhar em outras áreas para sustentar meus dois filhos. Cheguei a dirigir caminhão de gás para conseguir o sustento deles. Todo dia de manhã, carregava o caminhão de botijões e rodava vários bairros. Hoje, quando escuto as pessoas falando que uma mulher ser piloto de avião é difícil, digo que é muito mais complicado trabalhar carregando gás”, contou Irene.
Depois da especialização, em 2004, Irene ficou sabendo de vagas para trabalhar como piloto para uma empresa de táxi aéreo. No teste, ainda teve que vencer outra barreira: a idade, já que tinha mais de 40 anos. “No teste, um comandante disse que, com a minha idade, era muito difícil começar na profissão, que necessitava da ‘impulsividade’ dos jovens. Eu sabia a teoria, mas não a prática”.
Aprovada, ela ficou dois anos trabalhando no Nordeste antes de voltar para o Rio. Atualmente, Irene trabalha na Sênior Táxi Aéreo, que presta serviço na Bacia de Campos e no Rio de Janeiro. De 15 em 15 dias, ela fica em Macaé ou na Praia de Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes.
A história de superação de Irene Tobler é apenas uma de tantas que ganham força na semana na qual celebra-se o Dia Internacional da Mulher (8 de março), data mais do que justa para quem, hoje, precisa dividir-se entre o mercado de trabalho e a família, além de ter que superar preconceitos e desrespeitos sociais.
Eventos – A autonomia será um dos temas abordados na comemoração da data em São Gonçalo, no próximo dia 8, e também da 6 ª Caminhada São Gonçalo de Mãos Dadas pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, dia 22. De acordo com a subsecretária de Políticas para Mulheres, Marisa Chaves, esse conceito de autonomia tem que ser aceito pelas mulheres.
“Tem que ser uma mudança de dentro para fora, pois da lei para a prática há uma grande distância. A mulher submissa, que é obrigada a abrir mão das suas vontades, é tão imposta que acaba sendo levada à frente sem questionamento. Essa campanha é para tratar da igualdade. Por que uma mulher tem que abrir mão de estudar para ser mãe ou casar? A mulher pode, sim, conciliar essas coisas”, contou Marisa Chaves, que fundou o Movimento de Mulheres Gonçalenses na década de 1980.
No dia 8, a Secretaria de Integração e Políticas para Mulheres e a Subsecretaria de Política para Mulheres fará a distribuição de panfletos de informações em alguns pontos da cidade, como no Calçadão de Alcântara. No dia 22, a 6 ª Caminhada São Gonçalo de Mãos Dadas pelo Fim da Violência Contra as Mulheres terá o tema ‘Pela autonomia e igualdade para as mulheres’, no Centro.
Conquistas – Atualmente, São Gonçalo conta com duas unidades do Centro Especial de Orientação à Mulher (Ceom) para receber as mulheres que sofrem agressões. A primeira delas, Zuzu Angel, inaugurada há mais de 10 anos, funciona na Rua Camilo Fernandes, s/nº, em Neves. Inaugurada no ano passado, a unidade Patrícia Acioli está situada na Avenida Albino Imparato, lote 16, quadra 55, ao lado do DPO do Jardim Catarina.
De acordo com a Secretária de Integração e Políticas para Mulheres de São Gonçalo, Regina Célia Leal, a criação da pasta foi um grande avanço para a defesa das mulheres. “A criação de uma secretaria específica para tratar do assunto foi um avanço”, disse a secretária. Esse ano, ainda será inaugurada a Casa Abrigo da Mulher, para onde as mulheres que sofrem ameaças são levadas. A área é uma parceria dos governos municipal, estadual e federal.

Fonte: http://www.osaogoncalo.com.br

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