AUMENTO NA FROTA DO PAÍS COLOCA PROFISSÃO DE PILOTO DE HELICÓPTERO EM ALTA
Especializada na for mação de pilotos de helicópteros de todo o País, Go Air investe em infraestrutura para a capacitação e treinamento de novos profissionais no mercado. Expectativa é triplicar o número de alunos até o final de 2010.
O crescimento dos voos offshore, que exige profissionais capacitados para o pouso em plataformas, o uso de helicópteros como ferramenta de transporte e para as atividades relacionadas à segurança civil e militar são alguns dos fatores que contribuem não só para o cenário promissor do mercado, como também para aqueles que pretendem investir na carreira de piloto. A demanda hoje se concentra não só em São Paulo, que detém a maior frota do mundo, com cerca de 500 aeronaves, como também em outros estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais, que têm investido em infraestrutura para se adequar ao novo cenário. Em todo país, mais que pilotos, a procura se concentra em profissionais qualificados para atender às exigências do setor, num mercado em que qualidade e horas de voo falam mais que quantidade.
Com experiência na formação de mais de 400 pilotos de helicópteros em todo o Brasil, a Go Air tem investido pesado em infraestrutura e mão de obra para assegurar a qualidade exigida pelo mercado. Em um ano, o número de alunos da Go Air - Escola de Aviação Civil para Pilotos de Helicópteros registrou um crescimento de 30% na comparação com 2008, quando as mudanças começaram. Localizada no Campo de Marte, a Go Air tem como diferencial hoje os 700 m2 de área construída, o que inclui novas salas para a integração dos pilotos novatos com os mais experientes, equipadas com Cartas de Voo, computadores, conexão wireless e visão para o hangar e a oficina mecânica. E, ainda, auditório próprio para realização de treinamentos, seminários e palestras de relevância para a área, tais como o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), Regulamentos de Tráfego Aéreo (RTA) e Metereologia. Além disso, conta com 1.200 m2 de pátio de manobras para assegurar maior segurança em pousos e decolagens e uma frota de 04 helicópteros Robinson 22 (R-22) destinada à formação dos pilotos de helicópteros.
Reconhecida pelo foco do ensino nas doutrinas de segurança de voo, de acordo com as normas da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e da Robinson, maior fabricante de helicópteros do mundo, a Go Air recebe alunos de todo o Brasil e dispõe da infraestrutura necessária para acomodar os alunos de outras cidades e estados com alojamento recém inaugurado para atender até 12 pessoas. “Todo o investimento faz parte da nossa filosofia de oferecer mais que a formação, mas o conhecimento da responsabilidade que se esconde por traz da profissão de piloto, daí o foco em segurança de voo”, enfatiza o diretor presidente da Go Air, comandante Sérgio Zanchetta, que acumula mais de 30 anos de experiência em helicópteros.
A expectativa da empresa com base na análise do mercado e demanda interna é que o número de alunos até o final de 2010 triplique. “Temos investido para atender a demanda sem cair em qualidade porque acreditamos que é a gestão focada na excelência dos serviços prestados em nossas três áreas de atuação(manutenção, táxi aéreo e formação de pilotos), que aproxima nossos pilotos das exigências do mercado”, acrescenta Zanchetta.
Ground School
Exigência para a carreira de piloto de helicóptero, a Go Air dispõe de calendário específico para o Ground School, voltado ao estudo e aprendizado em sala de aula sobre a aeronave, seus equipamentos, procedimentos de emergência e segurança de voo. Com duração de sete dias, o curso inclui a avaliação teórica e a prática na Go Air. “Nosso objetivo é formar bons profissionais, bons aviadores. Pela minha experiência como piloto, sei da importância em se trabalhar a segurança de voo desde a instrução até o longo da carreira. Existe demanda no mercado, mas a exigência é por pilotos bem preparados. É para preencher a lacuna por estes pilotos que a Go Air tem investido”, destaca.
Sobre a Go Air
Especializada em formação de pilotos, táxi aéreo e manutenção de helicópteros, a Go Air inaugura sua nova fase, após um ano e meio de investimento pesado em infraestrutura, treinamento de mão-de-obra e novos equipamentos. Antiga Master Helicópteros, a Go Air conta,atualmente, com 22 funcionários e mantém todo o seu trabalho e investimento focados na segurança de voo, em conformidade com as principais associações de helicópteros do mundo desde o início da expansão mundial dos helicópteros em meados de 1948. O Centro de Serviços Robinson da Go Air é referência no País e responde pela manutenção de 60% dos helicópteros da marca que voam hoje no Brasil.
Mercado brasileiro
Segundo dados da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), nos últimos dez anos o setor registrou crescimento na ordem dos 60%, saltando de 791 para 1.225 aeronaves, 528 delas registradas em São Paulo. A Abraphe (Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero), com sede em São Paulo, reúne atualmente 940 associados em todo o país.
Mais informações acesse www.goair.com.br

Em março de 1988, depois de acirrada concorrência com diversas empresas aéreas, a Cruzeiro Táxi Aéreo trouxe o primeiro helicóptero Dauphin ao Brasil, modelo AS-365 N para operar em plataformas de petróleo em Macaé-RJ. A aeronave veio desmontada da França para Caiena, na Guiana Francesa, onde foi remontada seguindo inicialmente para Belém, cidade onde foi realizado todo o treinamento para sua utilização. Em abril de 1988, iniciaram-se as operações na localidade fluminense e o aparelho surpreendeu pela performance,
especialmente em velocidade e autonomia, agilizando muito as operações e diminuindo custos para o contratante. A aeronave já contava com piloto automático de duas linhas, diretor de vôo com acoplamento, radar colorido e GNS OMEGA, sistema de navegação muito avançado na época, que registrou em um vôo de teste de VNE a incrível GS, velocidade em relação ao solo, de 218 Kts. Em meados dos anos 90, começaram a chegar os modelos para aviação executiva, na sua maioria do modelo AS-365 N2, com mais potência, desempenho e atendendo às necessidades da classe executiva: velocidade, potência, agilidade e versatilidade. Nove anos depois, o Brasil recebeu o primeiro Dauphin AS-365 N3, que se caracteriza pelo “excesso” de potência, sistemas novos como FADEC, BAP, que indica se existe algum problema no sistema, treinamento automático de emergência monomotor, entre outras novidades. Esta aeronave conseguiu voar de São Paulo ao Rio de Janeiro em exatos 01h06 minutos, desconhecendo-se até então qualquer outro aparelho desta classe que tenha conseguido marca semelhante. Hoje, a frota brasileira de helicópteros Dauphin/Panther, cujo projeto inicial remonta há exatos 30 anos, conta com 47 aparelhos e totaliza 141.500 horas de vôo no país.
Fonte: