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sábado, 6 de novembro de 2010

Faltam pilotos para atender demanda de helicópteros na produção do pré-sal.

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RIO - A exploração de petróleo no pré-sal pode esbarrar num gargalo que vem dos ares. Estima-se que a demanda por helicópteros que transportam passageiros até as plataformas em alto-mar (offshore) dobre em cinco anos, quando a mais promissora fronteira petrolífera brasileira estará em plena operação. Hoje, são cerca de 140 aeronaves, segundo a Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros. Com isso, mostra reportagem de Danielle Nogueira, publicada neste domingo pelo GLOBO, a tripulação de 700 pilotos que atuam no segmento terá de crescer na mesma proporção. O que poderia ser uma oportunidade de emprego, porém, pode se tornar um problema por duas razões: tempo e custo de formação de mão de obra, o que já está levando o Congresso a analisar a possibilidade de importação de pilotos. Hoje, só brasileiros podem exercer a profissão.

Veja como funciona o novo helicóptero que está sendo usados pelos pilotos na exploração do pré-sal

Os campos de petróleo do pré-sal ficam a até 300 quilômetros da costa. Para voar trajetos tão longos - hoje a distância média das plataformas em alto-mar é de cem quilômetros - os helicópteros precisam ser maiores, de modo a transportar no mínimo 15 pessoas sem necessidade de parar para reabastecer por ao menos quatro horas. Atualmente, o único fabricante de helicópteros no país, a Helibras, não produz aeronaves de grande porte. A expectativa é que só em 2012 a empresa possa atender as especificidades do pré-sal.

Enquanto isso não acontece, empresas como Líder e BHS, as duas maiores operadoras de voos offshore no Brasil, resolvem a questão importando helicópteros. Juntas, elas investiram mais de US$ 300 milhões desde 2009 na compra de 16 aeronaves - entre elas o S-92, da americana Sikorsky - capazes de voar até as plataformas do pré-sal. O problema é que não há profissionais para pilotá-las em quantidade suficiente. Na BHS, por exemplo, apenas sete dos 140 pilotos são habilitados para comandar o S-92, o que levou a empresa a trazer seis instrutores de fora para qualificar sua tripulação.

- Esses equipamentos são modelos novos na indústria e nunca haviam operado comercialmente no Brasil. Isso nos obrigou a trazer instrutores estrangeiros - disse o diretor-executivo da BHS, Décio Galvão.

O comandante Paulo Coutinho: apesar da experiência, não pode pilotar o S-92/Foto:Gustavo Stephan - O Globo

Com cerca de oito toneladas e avaliado em US$ 27 milhões, o S-92 é praticamente um avião. É tão grande - tem capacidade para 18 passageiros, além da tripulação - que há até comissários de bordo nos voos. Para pilotá-lo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) exige, entre outros, a carteira de piloto comercial, obtida após cem horas de voo, e um curso de navegação por instrumentos, no qual se aprende a pilotar guiando-se por satélite.

Há ainda mais um detalhe: das três mil horas de voo, 500 devem ter sido feitas em helicópteros de porte equivalente ao que o profissional vai pilotar. Como os equipamentos grandes eram raridade no Brasil, a maior parte dos pilotos brasileiros, mesmo os experientes, não podem comandar os novos S-92. É o caso do piloto Paulo Afonso Coutinho, de 46 anos, que há 15 anos faz voos offshore em helicópteros de médio porte. Agora, está sendo treinado pela BHS para comandar o S-92:

- Fiquei um mês nos EUA fazendo um curso teórico. Agora, atingir as 500 horas é questão de tempo.

Além do tempo de formação, o custo da mão de obra é outro entrave. Para comandar o S-92, o piloto terá de gastar cerca de R$ 160 mil em cursos e exames.

Fonte: http://extra.globo.com

3 comentários:

Anônimo disse...

Olá,

Tudo bom? Seguinte, a um bom tempo estou acessando o blog "Rotor Central", que é um blog que acesso frequentemente. Eu gostaria de fazer uma parceria com o meu blog e o seu, o meu é o "Init Page". Seu blog já está em meus blogs parceiros. Gostaria desta parceria para que ambos possamos ter mais um meio de divulgação dos nossos blogs. Aguardo resposta.

Abraço.
Matheus

http://initpage.blogspot.com

Alexandre disse...

Moro nos EUA e o meu filho vai se formar no 2grau ou high school, bem nos decidimos que seria uma otima opcao ingressar na carreira de piloto porem temos uma duvida de qual sera a melhor ou melhores escolas de aviao nos EUA, me falaram que na Florida estao as melhores, voce podera nos ajudar???
Thanks, alex

Rotor Central disse...

Olá, Alexandre obrigado pela postagem.

Estou um pouco desatualizado sobre as escolas no EUA, mais sempre escutei em comentários que realmente as da Florida são as melhores. Envie um e-mail para rotor_central@hotmail.com, irei pesquisar com alguns amigos e contatos para lhe dar uma resposta com mais fundamento.

Grato

Adriano Almeida - Rotor Central

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